Área de Intervenção

Rua do Comércio 92

40.658637, -7.912020


Enquadramento Histórico

"Em finais do século XIX é rasgada a Rua do Comércio, ligando a Praça da Cidade a Cimo de Vila e cortando a ligação entre Rua da Vela de S. Domingos e a do Chão do Mestre. A acta da Câmara em que é tomada tal decisão, datada de 7 de Dezembro de 1879  descreve esta nova artéria do seguinte modo:" (ARQUOHOJE, 2010)

"uma rua que hade ligar a praça dous de Maio com a antiga praça publica, tendo uma travessa que, passando pela Capella de S. Domingos, irá desembarcar na rua da Cadeia. A Câmara aprovou igualmente esse projecto para ter o destino competente, e acordou em que a essa rua se desse o nome de Rua do Commercio. Essa rua hade ser feita em occasião oppourtuna fazendo-se desde já a travessa e a canalização das aguas" (CASTILHO, 2009:)

"A Rua do Comércio é assim construída, descendo a colina da Sé, desde a Praça D. Duarte e entrando nos terrenos de Cima de Vila, o arrabalde antigo encostado à Quinta dos Andrades, cuja recordação se Perpetua na rua de seu nome. Esta área é descrita como irregular e penhascosa até às terras baixas da Fonte de Mansorim, uma encosta ainda na sua rudeza natural e primitiva, com os seus afloramentos graníticos, revestidos de tojo e giesta (VALE, 1975:227). Com a abertura desta via surgem as imponentes e amplas construções, que subiram nas suas margens, com janelas largas para iluminar salões de festeas e reuniões de famílias burguesas (CORREIA, 1998:24)".


Proposta

Inserido na "Zona Especial de Protecção ao edifício do antigo Seminário" (Decreto de 16/06/1910 - DG 2ª Série nº 42 de 19/02/1963). O espaço em questão está situado na Área Críticade Recuperação e Reconversão Urbanística. Neste projecto foi respeitado o Regulalmento Geral das Edificações Urbanas e restante lei em vigor. O terreno está inserido em Espaço Cultural (artigo 23º - Plano Director Municipal), no entanto, atendendo às características do imóvel (pavimentos, pés direitos e sistemas construtivos), às condicionantes da intervenção de conservação de restauro e às intenções da Câmara Municipal de Viseu (enquanto proprietária do imóvel), seria incomportável garantir a função habitacional para o edifício.

O objectivo fundamental da Câmara Municipal de Viseu será o de apoiar a inserção de Jovens Criadores na vida activa, proporcionando meios e estratégias de suporte ao desenvolvimento dos seus projectos, apoiando a sua divulgação, através da criação de salas de trabalho onde os jovens criadores possam dinamizar os seus projectos de carácter cultural, social ou formativo. 

Pretende-se uma intervenção “discreta” e com carácter reversível, tendo como objectivo dotar o edifício das necessárias condições de habitabilidade e funcionalidade, preservando e recuperando as fachadas exteriores na sua globalidade, substituindo caixilharias (sem alteração dos desenhos das mesmas), redesenhando e substituindo a cobertura. Na água da cobertura voltada para a Rua do Comércio, propõe-se a inclusão de 5 janelas do tipo Velux ou equivalente. A intervenção no interior do edifício incide sobretudo na fracção C que é constituída por diversas salas de trabalho que serão permanentemente utilizadas pelos jovens que aí desenvolverão a sua actividade profissional. Interiormente, propõe-se a abertura de um vão, ao nível do piso 0, com vista a garantir a funcionalidade do edifício.