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Museu Nacional Grão Vasco celebra centenário com propostas para todos os públicos e o olhar na internacionalização

Programação terá o seu momento alto a 16 de Março, mas propõe mais de 50 iniciativas durante todo o ano, em Viseu

“Um marco, um programa, uma celebração de portas abertas!” é a promessa das comemorações do centenário do Museu Nacional Grão Vasco (MNGV), que se assinala em 2016, e que foi esta sexta-feira apresentado, na presença do Ministro da Cultura, João Soares.

Mais de 50 iniciativas museológicas, expositivas, artísticas, educativas e editoriais darão corpo a uma agenda que se estende por todo o ano e que terá o seu epicentro em Viseu, “a “cidade” de Grão Vasco.

Entre essas iniciativas ganham destaque, por exemplo, o novo serviço educativo do MNGV, a exposição comemorativa “História do Museu Nacional Grão Vasco desde os antecedentes da sua fundação à atualidade”, o I Colóquio Internacional de Pintura Antiga, a publicação “Cem anos, cem obras de referência do MNGV” e “A Festa do Museu, Festa de Viseu”, com programação ao longo do ano.

O momento alto das comemorações está, todavia, agendado para 16 de março, data da fundação, em 1916, do “Museu Grão Vasco”. Entre outras realizações desse dia, Viseu receberá, na Sé, um concerto do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

As comemorações são organizadas pelo MNGV e a Direção-Geral do Património Cultural, tendo o Município de Viseu como principal “Parceiro Institucional” e a Fundação Millenium BCP como “Mecenas Exclusivo” e o Alto Patrocínio do Presidente da República.

Para o Diretor do MNGV, Agostinho Ribeiro, “este centenário é uma oportunidade privilegiada de afirmação dos nossos recursos patrimoniais, com um impacto além-fronteiras, e de divulgação das competências de Viseu no setor cultural, mas também nos setores económico e social”.

Precisamente, para o Ministro da Cultura, João Soares, “se existe uma cidade onde as artes plásticas têm uma referência cultural de valor inalienável, e que remonta à velha escola e oficinas renascentistas de mestres como Vasco Fernandes (…), essa cidade é Viseu”. O governante prestou ainda “homenagem simbólica” ao seu primeiro diretor, Almeida Moreira, “que tão bem soube aqui encarnar o impulso dado pela nossa I República à criação dos museus nacionais, bem como ao fomento público pelo gosto, estudo e valorização das obras de arte das coleções nacionais”.

O Presidente da Câmara Municipal, Almeida Henriques, disse acreditar que “2016 será um grande ano para o Museu e para Viseu”. “O centenário renova sentidos de pertença locais e multiplica motivos de visita à cidade e de redescoberta do nosso património. Será uma celebração de portas abertas em sentido amplo, para a comunidade, mas também para muitos visitantes e turistas, nacionais e estrangeiros”.

A ambição de promover uma internacionalização do MNGV é uma das marcas da programação apresentada, quer no plano da captação de visitantes estrangeiros, como na organização de eventos científicos ou culturais internacionais, que coloquem a obra e “a casa” de Vasco Fernandes na rota de especialistas, investigadores e criadores.